Desde criança, eu sempre fui fascinada por histórias. Seja criando mundos inteiros no faz de conta quando brincava sozinha, escrevendo meus próprios contos ou mergulhando na vida de personagens, o poder da narrativa sempre fez parte de quem eu sou. Hoje, quem é meu aluno sabe: na sala de aula, eu não vivo sem inventar um caso clínico ou trazer um exemplo prático para ilustrar a teoria. Histórias nos conectam.
É dessa minha paixão antiga que nasce a Resenha de Quinta. E aqui vale o aviso: o nome foi escolhido porque é bem de quinta categoria mesmo. Afinal, eu não sou crítica de cinema, especialista em literatura e nem estava na cabeça dos autores quando eles criaram suas obras. Este espaço não tem o menor compromisso com verdades absolutas.
A minha proposta é, toda quinta-feira, compartilhar o meu olhar estritamente pessoal sobre os filmes, séries e livros que cruzam o meu caminho. Longe de mim querer ser uma “psicocoiso” — termo que o psicanalista Contardo Calligaris usava com maestria para definir aquela mania chata de querer psicologizar tudo e dar diagnóstico para todo mundo. A ideia aqui não é rotular, mas sim usar a arte como uma lente para olhar a nossa própria vida.
Quero convidar você a enxergar como a ficção imita, acolhe e traduz as nossas dores, amores e complexidades cotidianas. Uma conversa leve, de peito aberto, onde eu conto o que vi e você me conta o que sentiu. Vamos resenhar?